Construo mundos
descartáveis.
Exceto por peças
estruturais sem as quais se tornaria impossível manter praticáveis
alguns dos meus conceitos(como você diria ultimamente)fofos. Me
parece que sobre todo o resto pesa o fardo de estarem aqui
sim,fazerem parte do dia,mas não terem sido escolhas absolutas
minhas.
Interesses,tentativas
frustrantes de corrigir coisas que eu nem sei se me importam,mas em
certa parte do tempo servem como distração,fuga dos problemas e
desejos verdadeiros que me corroem por dentro.
Tenho me deparado
novamente com uma maldita sorte -até mesmo por isso torna-se difícil
acreditar que o universo ajuda os bons e puros-,parece mais
inteligente participar desse jogo de interpretações pífias e
ideias controversas .
Mas ainda assim
mantenho certa dose de otimismo. Otimismo de que a gente não se
esqueça de todo percurso percorrido até aqui,que a cada
volta,reviravolta,contorção,a cada mudança de rumo que a vida
parece dar a cada novo dia,eu ainda me lembre:
Que não é que abra
mão de certas coisas por algumas pessoas,mas na verdade,nunca
trocaria essas pessoas pela maioria das coisas.
Que apesar de todo medo
das coisas sairem do controle,de alguma insegurança causada pela
falta da sua presença,existem coisas que são importantes demais
para que eu deixe acontecimentos desse mundo manipulavel,me tirarem a
certeza do que e de quem eu quero ao meu lado.
Não posso evitar enlouquecer as vezes,mas posso decidir enlouquecer pelos motivos certos(e ainda assim me fingir "normal").
Estou reconstruindo certas coisas,alguns móveis velhos,atitudes antigas,pessoas que já não se encaixam por aqui...
Usando tudo o que aprendi,nesses últimos erros,acertos,saudades sentidas,situações inesperadas,estou me reconstruindo.