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sábado, 31 de agosto de 2013

REVOLTA

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Aí você percebe que é mortal. E está decaindo.
Corpo já não rende, desempenho em coisas que você era bom é irrisório.
Não há nada; incapaz de uma relação ' bonitinha', incapaz de sentir algo que possa dizer sincero, apenas jogos, estratégias e teorias.
Nada que prove que vivi, nada que supere essa maldita condição humana de mortalidade.
Ahhhhhhhhh!!!!!!!!!!
Não que eu seja um exemplo de alguém que se cuida. Longe disso. Vivo, do modo mais intenso possível para um anti-social.
Da Vinci disse que, apesar de achar que estava aprendendo viver, estava aprendendo a morrer. Eu não sei essa lição. Sacrificaria muito para não desaparecer, mesmo tendo consciência de que terei um bom tempo pela frente, é enlouquecedor não ter credo, fé ou qualquer coisa que te diga que tudo isso não é em vão.
Espero achar um sentido, ou algo que valha á pena.
Nem todo conhecimento ou poder do mundo lhe trará a imortalidade, mas pode fazer com que aceite melhor que só está aqui de passagem.

OBS- Obrigado aos que aturaram mais essa crise, tem minha confiança e admiração.

domingo, 11 de agosto de 2013

EQUILIBRISTA

  Sei ouvir pessoas tristes, cuidar das feridas, manusear as dores. À partir do momento em que elas se recuperam, me afastar se apresenta como a opção mais racional.
  A algumas me apego(me apego?) por algum tempo, e retiro algo delas.Revivo fragmentos de experiências antigas, algumas dessas as quais, por alguns motivos, em algum momento, estrategicamente havia decidido esquecer.
  O problema? Tudo é sempre mais interessante do ponto de vista interessado; e minhas ilusões são efêmeras, não são criadas para perdurar.
  Planto ideias e emoções sem a intenção de vê-las totalmente desenvolvidas.
  Como uma criança mimada, derrubo o tabuleiro e abandono o jogo antes que não tenha mais a coragem necessária para sacrificar as peças, antes que me importe demais com elas.
 Inteligência, covardia, medo, algum respeito pelo alheio,indiferença .Tudo e nada se completam e se confundem.
  Equilibro a dor alheia na esperança de amenizar a minha.

  Na maior parte do tempo levo bem...