Sei ouvir pessoas
tristes, cuidar das feridas, manusear as dores. À partir do momento
em que elas se recuperam, me afastar se apresenta como a opção mais
racional.
A algumas me apego(me
apego?) por algum tempo, e retiro algo delas.Revivo fragmentos de
experiências antigas, algumas dessas as quais, por alguns motivos,
em algum momento, estrategicamente havia decidido esquecer.
O problema? Tudo é
sempre mais interessante do ponto de vista interessado; e minhas
ilusões são efêmeras, não são criadas para perdurar.
Planto ideias e
emoções sem a intenção de vê-las totalmente desenvolvidas.
Como uma criança
mimada, derrubo o tabuleiro e abandono o jogo antes que não tenha
mais a coragem necessária para sacrificar as peças, antes que me
importe demais com elas.
Inteligência,
covardia, medo, algum respeito pelo alheio,indiferença .Tudo e nada se
completam e se confundem.
Equilibro a dor alheia
na esperança de amenizar a minha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário