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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fechando Portas


 "_Você sabe que ela mudou.
  _Sei disso.Tudo por aqui mudou."
Retirei a lembrança que mantinha na carteira; ajudou a evitar certas ações das quais me arrependeria,mas hoje se tornou dispensável e até mesmo incômoda.
O Dinossauro de pelúcia volta a estante de livros, é uma boa lembrança, mas não quero mais acordar e encontrá-lo ao meu lado.
Não é revolta, é morte de qualquer esperança infundada,ou como queiram chamar isso.
Há respostas que custariam caro demais.Se vierem, ok. Mas não vou sacrificar mais nada para obtê-las.
Como alguém(que tem sido fundamental) me disse,devo desfazer alguns laços antes que se tornem nós,antes que alguém mais acabe se ferindo.
E talvez, essa seja a maior e melhor forma de demonstrar respeito.
Nem todas as portas transpostas devem permanecer abertas.
As melhores lembranças,as que devem e irão ficar,por mais que eu negue, sempre saberão onde estão as janelas,quando forem chamadas.
Ás vezes buscamos os velhos amigos,quando isso é impossível,buscamos as velhas lembranças.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Antes a presumível arrogância era isso,simples prepotência.Hoje é vazio.
Nada inspira,atemoriza,anima,faz querer,faz ter medo,ou querer participar.
Escrevo para fugir de uma verdade:queria muito falar com alguém;o mesmo alguém que eu colocaria há um mundo de distância. Que talvez não possa mais entender,mas ao menos não me taxaria de tão perdido quanto eu mesmo o faço.
Sinto falta de confiar absurdamente em alguém.
Mas estou aqui. Sobrevivo.
Não sei se do jeito certo;não sei se devia, mas o orgulho faz continuar.
Talvez haja uma esperança escondida nos confins dos pensamentos.
Talvez esteja respirando no balão de ar mantido por uma lembrança, por um momento, e que em breve pode estourar.
Não dizem que o que importa não é a continuidade ,mas sim o momento que faz parar?
Talvez lá haja respostas...
Nas quais eu talvez já não acredite.