Total de visualizações de página

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PONTES PARA ABISMOS

        Está sendo um ano complicado. Consegui coisas que sempre imaginei querer, e ao tê-las, algo me dizia que no fim não fariam sentido. Não fizeram; ou ainda não sou capaz de entender.
       Doeu,derrubou por certo  tempo, mas me obrigou a reiniciar e dar espaço para novos pontos de vista,já que a ideologia antiga parecia já não mais satisfazer.
       Me deparei com algumas novas situações,ambientes,pessoas, que cada qual a sua maneira, mesmo sem saber disso, ajudaram com que eu me levantasse. Observei,comparei,aprendi.
   
 Aprendi que as pessoas, por mais simples que pareçam ser, sempre tem inúmeras facetas, e nos dias atuais é sempre mais fácil para todos mostrar as piores. Isso não significa que sejam más...
      Aprendi que posso passar a noite debatendo com pessoas de opiniões totalmente controversas, e sair dali com um misto de respeito e curiosidade por essa diversidade.
       Todos tem dias ruins. Algumas pessoas buscam o silêncio,outras se escondem em festas. Algumas querem conversar,outras irão beber (ou qualquer coisa que amortize aquela sensação, aquela mesma que impede você de dormir e  te faz olhar para o teto do quarto por horas).
Mas todos, sem exceções, buscam preencher seus vazios pessoais.

    Agradeço a quem surgiu, a quem se foi(porque não?), a quem voltou, a quem sempre esteve por aqui. Sem vocês meu vazio já seria um abismo intransponível. Hoje , mesmo que às vezes pareça frio demais, escuro demais ou muito distante,ainda planejo pontes até os objetivos, pois conto com certas presenças que  se transformaram na matéria fundamental destas pontes.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fechando Portas


 "_Você sabe que ela mudou.
  _Sei disso.Tudo por aqui mudou."
Retirei a lembrança que mantinha na carteira; ajudou a evitar certas ações das quais me arrependeria,mas hoje se tornou dispensável e até mesmo incômoda.
O Dinossauro de pelúcia volta a estante de livros, é uma boa lembrança, mas não quero mais acordar e encontrá-lo ao meu lado.
Não é revolta, é morte de qualquer esperança infundada,ou como queiram chamar isso.
Há respostas que custariam caro demais.Se vierem, ok. Mas não vou sacrificar mais nada para obtê-las.
Como alguém(que tem sido fundamental) me disse,devo desfazer alguns laços antes que se tornem nós,antes que alguém mais acabe se ferindo.
E talvez, essa seja a maior e melhor forma de demonstrar respeito.
Nem todas as portas transpostas devem permanecer abertas.
As melhores lembranças,as que devem e irão ficar,por mais que eu negue, sempre saberão onde estão as janelas,quando forem chamadas.
Ás vezes buscamos os velhos amigos,quando isso é impossível,buscamos as velhas lembranças.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Antes a presumível arrogância era isso,simples prepotência.Hoje é vazio.
Nada inspira,atemoriza,anima,faz querer,faz ter medo,ou querer participar.
Escrevo para fugir de uma verdade:queria muito falar com alguém;o mesmo alguém que eu colocaria há um mundo de distância. Que talvez não possa mais entender,mas ao menos não me taxaria de tão perdido quanto eu mesmo o faço.
Sinto falta de confiar absurdamente em alguém.
Mas estou aqui. Sobrevivo.
Não sei se do jeito certo;não sei se devia, mas o orgulho faz continuar.
Talvez haja uma esperança escondida nos confins dos pensamentos.
Talvez esteja respirando no balão de ar mantido por uma lembrança, por um momento, e que em breve pode estourar.
Não dizem que o que importa não é a continuidade ,mas sim o momento que faz parar?
Talvez lá haja respostas...
Nas quais eu talvez já não acredite.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MEU SILÊNCIO

   O eterno garoto prodígio que sempre odiou holofotes...
  Aquele que sempre arma para se auto-sabotar,tudo para depois da poeira levantada ter um segundo de paz.A pergunta é:ainda existe espaço para isso?Ou é apenas um passo grande demais para trás?
    Observo o tempo passar ao redor, esperando que algo desperte a atenção.Pessoas esperam resultados,atitudes,respostas...Eu só espero que elas me esqueçam.
  Que me deixem remoer meus pensamentos;amanhã ou depois talvez estarei de pé,mas quando me canso,não quero que tentem me levantar.
  Ás vezes só preciso me deitar com a sensação de que posso não acordar,e isso nem de longe seria pior do que fiz enquanto desperto.
  Acredite,meu inferno pessoal está acima de qualquer versão que a mitologia da maioria das pessoas pode oferecer.
  Não há para onde fugir;não aprendi a aceitar erros,principalmente os meus.
Tenho muito para discutir com meu silêncio.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ARQUIVE-SE

                                                      Um arquivo sem nome,uma maldita curiosidade.Uma tempestade de                        lembranças...
     Por duas horas parado em frente a tela do computador,lendo linha por linha,parava e respirava fundo a cada vez que percebia-me desabando.
     Coisas bobas-que hoje relembro com muito mais força e intensidade-;um ou outro papo sério;o começo de conversas confusas...
     E de repente me peguei pensando o porque da existência daquele arquivo,não é algo que costumo fazer,não sei porque fiz.
     Hoje sei que é disso que sinto falta.De acreditar que alguém possa me conhecer melhor que eu mesmo.De saber que quando gritasse,alguém ouviria,independente da distância(hoje tenho a sensação de que cada grito perde-se no vazio).
     É uma sensação nova,um misto de saudades e um não querer mais pensar(acredito que hoje em certos pontos,já dou o braço a torcer).
Faz parte da história,das melhores partes,faz parte do total.
      Com o perdão do trocadilho,VADE MECUM...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mudanças


Que ano difícil...
Plagiando certa carta que encontrei esses dias,dessa vez a mudança me atingiu de uma forma literal-mas de certa forma espero que atinja mais algumas vezes.
Mantenho certas convicções e o descontentamento,por ter assustado quem só tentava proteger,por acreditarem que fiz algo que sei que não fiz(isso está se tornando lugar -comum nos textos,mas não sai da cabeça).
Não posso negar,sorrio com algumas lembranças,ao mesmo tempo em que dói,é tranquilizador ter notícias. Sempre preferi a informação,deve ser meu lado lógico trabalhando.
Nesse ultimo mês ouvi muito,opiniões sobre mim,coisas que traziam engasgadas .Não quis discutir,preferi pegar minhas coisas e sair.
Não é por maldade decepcionar,mas também nunca pedi que apostassem  tanto,que tentassem adivinhar para onde vou,quando nem eu sei ás vezes o que esperar de mim.
Vou tentando não repetir erros pelos quais já condenei,preciso provar a mim mesmo que tudo isso não é em vão,que o garoto vingativo cresceu,e se esforça para ser tudo o que puder ser.
Mesmo que,por dentro,ele não saiba se conseguirá consertar as coisas um dia;ou se poderá olhar para trás e dormir em paz com as decisões que tomou.
Voltei a chorar,significa que ainda sou capaz de sentir.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EQUILIBRIO

       Tenho me surpreendido com algumas decisões próprias.Vejo algum resultado de tanta teoria remoída aqui dentro.Existe alguma evolução.
     Ao mesmo tempo,volto a ter péssimas noites.Escondo-me no quarto,grito sufocando todo o som com o travesseiro, redescubro como socar as paredes dói.Não quero mais ninguém por perto,dali à pouco sinto-me exausto e adormeço.
    Nunca me fiz um bom samaritano,mas não preciso vestir a carapuça do super-vilão.Busco um meio termo.
   Parei de buscar multidões(elas me aborrecem),fora alguns momentos,também não faz sentido me fazer uma ilha.
    Cansei de disputar o tempo todo;vou competindo comigo,e ao que parece,apenas isso pode satisfazer.
   Conquistas à todo  custo nem sempre valarão à pena,passar por cima quase nunca será o melhor caminho.

   Há pouco a perder;
   Algo para redescobrir;
   Muito para buscar.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Um Modo Bom

        Uma combinação de acontecimentos ruins.Você pode se mutilar com isso,ou aprender.
      Sou contra a ideia de que exista um destino pré-definido ou algo assim,mas tenho que admitir,certas coisas acontecem,você naquele momento ,em algum lugar dentro de si,sabe o que vai ocorrer,mas não sabe o por que,algo te impede de parar,precisa ir até o final.
Ando olhando muito pra Lua...
Depois é obrigado a lidar com as consequências,as decisões.as quais,por mais que se fizessem necessárias,não teria coragem de tomar naquele momento.

E deixemos o tempo passar...



Enquanto os erros ensinarem que há muito a aprender;que pessoas são mais importantes que ideias-pois suas ideias mudarão durante toda sua vida,enquanto certas pessoas se tornam insubstuíveis.
 Se for assim,que me desculpem(pelo plagio dessa frase também),mas que venham desafios,tempestades,erros,acertos e lições.
quem sabe um dia aprenda o valor devido a cada coisa,a cada situação,aprenda que a saudade de tais coisas não tem que machucar,mas pode ser usada de um modo bom, pode ser evocada para curar as piores sensações.

domingo, 17 de junho de 2012

Grito

          Já tentei de varias formas deixar tudo para trás,os bons sentimentos,a capacidade  de fazer coisas bobas,só pela esperança de que isso tornasse mais fácil lidar com tudo que anda  transitando aqui dentro.Mas juntamente com essas sensações,e com os maus momentos,estaria sacrificando as melhores lembranças que possuo,coisas pelas quais passei,pessoas que passaram por aqui com as quais aprendi.
       Sempre destruí e refiz minha realidade,mudava meu dia-a-dia facilmente.Hoje me sinto perdido.Perdi a confiança em mim mesmo e nas pessoas,há espaços em aberto esperando respostas(as quais acredito cada dia menos que venha a possuir).Convivência comigo mesmo às vezes é enlouquecedora,permeada com momentos em que desconfio estar pirando,e isso trás um medo real.Me distraio,estudo,leio,jogo,bebo,tudo que ocupe minha atenção por algum tempo e evite que eu divague.
       Não tenho certeza da direção que vou tomando,mas imagino que agora o fundamental seja não ficar parado.
Se um dia se perguntar,eu me lembrei. Feliz aniversário.
      A raiva e a indignação vão diminuindo,repenso algumas coisas,aceito que outros pontos de vista não estão necessariamente errados,em outros  continuarei defendendo minha versão,com toda a certeza que ainda sou capaz de reunir.Por hora vou adotando o silêncio,isso evita que mais gente acabe atingida sem que seja preciso.
      Se estiver sorrindo,respeite meu esforço em fingir.Se me manter sério,provavelmente estou gritando por dentro.Mas nem todos os ouvidos do mundo substituiriam aqueles que já ouviram os sussurros,ou os olhos que um dia já dispensaram as palavras.
     Para todo o resto do mundo que se dispusesse a ouvir,por mais que fosse um grito em alto e bom som,nunca passaria disso.Nunca entenderiam o que há por trás da vontade de gritar.

domingo, 6 de maio de 2012

"Não vou pro inferno,mas não tenho asas..."

Todos nós temos demônios pessoais.Objetivos que não conseguimos explicar para mais ninguém.Desejos que nos esforçamos por camuflar sob boas intenções.
O valor das coisas é subjetivo,pessoal.Depende do que você teve,do que viveu.
Aprendi a me desmontar psicologicamente,encontrar meus reais motivos,medos profundos.Infelizmente,as vezes espero o mesmo das pessoas.
Não dou valor à família como todos esperam,e isso choca.Me faz bem ou  é necessário,ok.Não faz,atrasa,se tornou bagagem inútil,se torna dispensável.E isso não serve apenas para laços sanguíneos.É natural e todo mundo faz,mas ninguém admite.
Ganhei um minimo de maturidade para saber que as pessoas não estão erradas por pensarem diferente.Hoje sou capaz de me sentar e conversar sobre,mas o rótulo de monstro deve assustar,sei lá.
Frio,metódico,perfeccionista,detalhista.Não consigo me arrepender disso.Os melhores passaram por cima de tanta coisa que ser apenas um cara legal não me parece grande coisa.Meu medo...desaparecer,simples pedaço  de carne em decomposição ao final.
 Vejo fotos,cadernos,lembranças...
Se um dia acabar 'endurecendo'espero ao menos ser capaz de sentir saudades.
Já passei por cima de tanta gente  que,realmente não merecia,me arrependo por estas.Também pelas pessoas que se machucam,por mais que eu tome todos os cuidados.Às vezes desmonto,e terei falhas enquanto mantiver minha humanidade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Humanos e Complicados

     Sempre soube que seria difícil. Ótimo na maior parte do tempo,mas por tudo que envolve,por toda a bagagem emocional,sempre arriscado.
    Sei que faz parte de você o silêncio,nesses anos até melhorei muito sobre isso.Sempre fez parte de nós   a conversa franca,por mais que fosse ruim o assunto,sempre preferi que soubesse de tudo,e que eu pudesse estar ali por perto,mesmo não podendo fazer muito.
    Um dia me disse que eu preciso deixar de ser bobo e entender que não posso te salvar sempre de si mesma.Pode xingar,bater,morder,ficar brava comigo,mas isso me recuso a aprender.Costumo desistir ou perder o interesse por tudo muito rápido...prefiro manter as poucas coisas pelas quais vale à pena lutar.
   Sobre as amizades,somos humanos,por mais que tomemos cuidado,decepcionamos e machucamos as pessoas ao redor.Acima e antes de tudo,sou seu amigo,um que erra e corre atrás,que se torna um palhaço para te fazer sorrir ou uma pedra de gelo se precisar te parar.Um que vai te dizer coisas que vai odiar ouvir,mas vai ficar ali parado,esperando caso precise de alguém para abraçar.
   Na outra noite,sai pensando em te dar espaço,voltei porque pediu,de repente perder o ônibus não pareceu importante desde que pudesse estar mais perto caso precisasse.Fiquei um pouco no banheiro(mas você podia se assustar se acordasse durante a noite),me sentei na varanda,sem estrelas,sem você.
  Sofá apertado,admito,mas sentir sua respiração na outra manhã  aliviou a minha,já não era preciso ficar ali,e agora estou aqui,esperando nem sei bem o que.
Você é meu risco,mas todos são;
Você é meu sorriso,e isso é só seu.

domingo, 11 de março de 2012

Reflexões

Preciso lembrar de como me esquecer de tudo.
Manter viva a capacidade de desligar-me do mundo,dos problemas,das pessoas.
Não que não seja capaz de lidar com tudo,acredito que sou.Apenas considero importante retirar-me para dentro de mim as vezes.
Em algumas oportunidades é um problema bobo que dá inicio ao processo,noutras,uma frase boba,algo dito sem maiores intenções;então mergulho em busca de porquês,de entender onde nascem minhas decisões,e se estou fazendo meu melhor.
Na maior parte das vezes não sei por onde começar,parto do zero.Perguntas básicas e  ao mesmo tempo estruturais,capazes de me manter alienado do mundo por horas.
Ontem me peguei pensando quando foi que derramei minha ultima lagrima sincera.Não me lembro,e com isso reforço minhas suspeitas de que em algum lugar sou um monstro.
Liguei o radio,selecionei alguns CDs antigos,olhos fixos no teto do quarto.
As musicas foram emudecendo aos poucos,o barulho do choque de ideias aqui dentro havia se tornado ensurdecedor.
Nem mesmo o travesseiro trouxe a confiança necessária para que viessem as lagrimas.
desejei estar em outro lugar,me deitar no chão e olhar as estrelas.Então tive alguma noção do que queria dizer:
 Que seguir em frente não significa não estar assustado,é que tenho encontrado(grande parte em você) a segurança que apenas aprendi a refletir.
Ainda vou sobrevivendo,ao mesmo tempo em que busco o equilíbrio entre minha superproteção e respeitar seu espaço.

Talvez em meio a esses turbilhões que vez ou outra acontecem,o importante seja se lembrar de porque resistimos,entender que sonhos mudam,planos não precisam serem impossíveis para serem bons.

Por mais que seja cada vez mais exigida a 'mascara social',aquele sorriso bobo,sincero e impossível de segurar;o sentir meu coração acelerar ao te abraçar,já são motivos para resistir ao caminho mais fácil e não endurecer.
Afinal,para cada dia ruim, só vou precisar do sorriso certo para me recuperar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sobrevivência


Dou importância demais a coisas que não devia?
Não consigo me convencer disso.
Cultivo valores diferentes,expectativas alcançáveis,mas sempre altas.Não me satisfaço com o confortável,a estagnação me leva a um nível de desinteresse assustador.
Não passei bem por algumas situações,algumas noticias;tenho me visto sendo forçado a ter sempre planos alternativos.
Não é porque trago certas decisões para mim,que me sinto satisfeito,ou que não gostaria de gritar contra,é uma questão de proteger outras partes,e talvez a si mesmo.
A passagem de tempo tem trazido ensinamentos interessantes;
a calar-se no tempo certo,não decidir as coisas de cabeça quente,mas não condenar quem o faz;
Que não posso controlar as circunstancias ao meu redor,mas posso me fazer forte para sempre sobreviver a próxima virada repentina do destino(e acredite,elas acontecerão).
Não me sinto mais culpado por deixar pessoas para trás,não vale à pena se tornar lento por carregar peso extra.
Nem sempre gosto de verdades,mas sou impelido a respeitar quem tem coragem de dar a cara a tapa.
Como li ultimamente,a maioria dos homens mais rapidamente nega uma verdade dura do que a enfrenta.
Entre alegrias e tropeços,escolho ficar aqui e enfrentar,sobreviver nem sempre será o bastante,é preciso viver,é fundamental entender.
E acreditar que nem todos os planos são destruíveis,e que um dia tudo isso um dia fará sentido.