O dia-a-dia tem
modos meio assustadores de nos obrigar a reavaliar atitudes.Em foco,o
ser humano em toda sua complexidade e fragilidade.
Com a correria do
cotidiano alguns sonhos vão sendo esquecidos( e ai dizemos que
estamos apenas nos adaptando).
Os compromissos,as
dívidas,as expectativas.Enquanto fingimos estar bem em meio as
tempestades,pensamos às vezes que,até que seria legal ter um
porto-seguro.Mas o tempo tornou as relações humanas frágeis
demais, e se tornou difícil confiar em ancoradouros feitos de
sorrisos prontos e declarações descartáveis.Passamos então a
rodear a costa,porque observar sonhos ao longe mantém alguma
esperança,enquanto buscar alcança-los costuma cobrar preços que
nos descobrimos incapazes de pagar.
Aos 23, não possuo
as certezas que imaginei que teria, ao invés disso, crio cada vez mais
perguntas,
vindas das novas valorações acerca das coisas e do medo,
medo de desperdiçar a vida fazendo as escolhas erradas.
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