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segunda-feira, 6 de maio de 2013

À DERIVA




    O dia-a-dia tem modos meio assustadores de nos obrigar a reavaliar atitudes.Em foco,o ser humano em toda sua complexidade e fragilidade.
   Com a correria do cotidiano alguns sonhos vão sendo esquecidos( e ai dizemos que estamos apenas nos adaptando).
    Os compromissos,as dívidas,as expectativas.Enquanto fingimos estar bem em meio as tempestades,pensamos às vezes que,até que seria legal ter um porto-seguro.Mas o tempo tornou as relações humanas frágeis demais, e se tornou difícil confiar em ancoradouros feitos de sorrisos prontos e declarações descartáveis.Passamos então a rodear a costa,porque observar sonhos ao longe mantém alguma esperança,enquanto buscar alcança-los costuma cobrar preços que nos descobrimos incapazes de pagar.
    Aos 23, não possuo as certezas que imaginei que teria, ao invés disso, crio cada vez mais perguntas,
vindas das novas valorações acerca das coisas e do medo, medo de desperdiçar a vida fazendo as escolhas erradas.

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