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terça-feira, 12 de novembro de 2013

QUE DIFERENÇA FAZ?

 Sabe de uma coisa?
A humanidade durante o tempo em que estou vivo, biologicamente falando, tem provado sua total e inequívoca aptidão para fazer tudo dar errado no final.
 Então já que independente do que  faça, vai dar merda, resolvi deixar para lá aquela utópica esperança juvenil de que a gente fará uma grande diferença.
 Talvez até faça, mas para um grupo bem restrito, alguns familiares-que ocasionalmente ainda não tenha mandado para o inferno e cortado todo tipo de contato-, alguns amigos que resistam ao passar dos anos(com esses amigos haverá aquelas conversas sobre as coisas passadas que tentam suprir a comum sensação de vazio que me persegue, a incomoda incerteza de ter feito algo que valeu à pena).
 Se você gosta de putas, ou de beber, ou dos dois, é esperado que até faça alguma diferença na vida(arrecadação) das pessoas envolvidas nessas áreas.
 Mas eu não sou a ONU(ou a UNICEF, fica a critério )!!!
 E não vou enviar meu dinheiro para países (mais) pobres para que ele seja desviado por políticos que não conheço e nem mesmo vi passarem na TV com aqueles jingles horríveis. Ainda prefiro ter relações onde um fode o outro com pessoas que conheço.
 No fim, espero acumular algum dinheiro e talvez deixar um testamento que provoque brigas intermináveis por ele.
 Espero experimentar a sensação de relativo poder, ter uma ou duas pessoas que saibam o quão filhos da puta fomos - e admitam isso. E estaremos lá, sentados, reclamando das notícias e que o gelo do whisky nunca dura o quanto deveria.
 E às vezes, mas só às vezes, espero ter a capacidade de  olhar para o espelho, e perguntar ao reflexo quando foi que desisti de fazer a diferença. E que diferença isso fez.

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